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Mostrando postagens com o rótulo Poemas

Glo(bra)lizado

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É um tal de "empurrar com a barriga", de mentir pra povo ver, de se escorar na mentira. Sanguessugas das águas suburbanas, medrosas e medonhas. Sugam o pleito, eleito às escondidas. Relaxo nacional! O que valerá mais? A imposição internacional? Rumores de dívidas Rumos tomados sem precaução Nem deliberação. De um povo heroico faltou a retumba, que tomaram de um jeito estoico. Tomaram o poder Eleito? Não, "glo(bra)lizado". Elionai Dutra Poemas

(Metrô) Pólis

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Dê-me verbos que voam para minha lida metropolitana e notas que soam a cantiga napolitana Que vencer é abstrato demais para nervos e coração Que felicidade é ilusão demais para se fazer solução Pois a vida é feita mais de vida de direitos básicos que de massa obedecida pra satisfazer lucros máximos Sei que é muito pedir poesia mas do pouco que a alegria instaurou na criança acabo por acreditar; haverá esperança? Elionai Dutra Poemas *Imagem: Metrô

Pés de moleque

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Um doce de abóbora, por favor! Para os meninos, para ciganos de esquina. Guarda-sóis aos que buscam mãos do destino, é desatino este torpor. Guarda-chuvas azul-piscina para tempestade... Para! Sapatos vermelho-escuros pois o asfalto já sangra de medo e crueldade é piso escuro-rubro. Doces à geração amarga! Não, não bata com cintos azul-marinho. Não há cor que aguente tais surras ao menino. Mulas com cabeça, apenas (ab) surdos! Não ouvem os pés de esperança ao cruzarem idas. Dormem vidas, doces, pés de moleque, partidas! Perdoem homens surdos-mudos. Elionai Dutra Poemas *Imagem: Anjos da rua

Dia e Noite

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A noite não resiste ao se encontrar com a manhã Ela, perdidamente apaixonada Deixa de ser escuridão e torna-se dia. O dia, por mais belo e reluzente que é Deixa de ser luz e torna-se escuridão Assim, dia e noite se encontram e se devoram Apaixonadamente... Por: Adriano Alves *Imagem: Sol e Lua

Arte Reside

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A arte não me pertence Pertenço ao próprio apreciar Próprio que não há Que em mim apenas adentre Pois escrever é mais que criar no papel É revelar o que não está escrito Lembrar é redesenhar o céu É dizer a si o que poderia ser dito Cantar é as notas achar É procurar as notas que ainda não existem Dramatizar é mais que encenar É fazer da cena lugar onde os sonhos residem Residir é um verbo que o João-de-barro desenhou Lá em cima, nas árvores Cantando, uma morada esboçou Pra acolher seus amores Elionai Dutra Poemas *Imagem: João-de-barro

O que fez de mim, solidão?

Um coração solitário sem ao menos enxergar a triste estrada no anoitecer Nunca encontra outro destino Será sua sina, ter uma companheira de viagem, amada solidão? Ironia da vida Pobre coração que se tornou prisioneiro de ti minha amada solidão Fiz votos de matrimônio para nunca lhe trair, nem ao menos sonhar com a tal felicidade E contigo, solidão te mostrarei eterna omissão O que trago no coração é o penar das eternas lembranças Pobre, que vive na prisão Por tanto se entregar aos pedidos do amor acabou nos braços alheios e frios da dor quem sabe muito bem estar só  Por: Jessica Alonso

Alma

O que é a alma? É o risco da certeza frente as incertezas E, na verdade, nem tem definição Uso o verbo para descrever o que sinto pela emoção. É como água e ar Que não precisam de explicação para provar Deixam-se naturalmente como a lua É simplesmente mistério que flutua Só posso dizer o que parece porque carece mesmo de atenção Vai de um sorriso alegre à uma dor profunda no coração...! Elionai Dutra Poemas

Ser

Engraçado! Descobri que nome não tem significado É sujeito (in)determinado Do presente que busca o passado O ser em si não se limita ao nome Na verdade descreve pronome Pra mensurar tal forma Que ao se perceber, transforma Forma que está além das molduras É essência das fulguras Fulguras das esperanças Que faz um ser então nas lembranças? Pode ser tom e pó Com sentimentos tão frágeis que chega a dar dó. Elionai Dutra Poemas

Desejos de vida eterna

Que a prosa compartilhe a essência do pão que alimenta o pedinte. E que o amor esteja na poesia quando o olhar for o bastante e o cuidado, constante. Que as palavras abram espaços e nos intervalos acolham a vida seguindo os passos. Passos de quem morre para que haja vida. E eu cantarei com meu amor dizendo que viver pode sim revelar tanto amor sem pensar no fim. Elionai Dutra Poemas

Detalhes

Queria inventar uma canção na noite passada Só para dizer detalhes Detalhes que completam a vida Que descrevem a alma Queria sentar e acalmar Como um simples trabalhador Que de tardezinha assobia feito um trovador Queria colher sonhos E regar verdades E assim ressoar as frases de uma bela canção Canção de liberdade Que esclarece detalhes do que é feito meu coração. Elionai Dutra Poemas

Cantiga do amor, ao aflito

Caminhei dentro de mim. Senti dores passadas, lamentos. O brotar da nostalgia me levou a lugares tristes. Como desenhar na areia. Como reconstruir um sonho. E deixar se levar pelas notas de amor. Tudo começava a brilhar. Em mim, inspiração voltou a ficar. Memórias são importantes. O cheiro é uma viagem aos significados. Meu coração enxergava a alegria. O florescer dos contentamentos. O choro se tornou riso. A infância é um estágio crucial da harmonia de viver. Ouvir cantigas é fundamental. Recordar, correndo pelo jardim. Deixar-se levar pela brisa. As dores já não mais existiam, em mim. E me encontrava com o Criador, e ria. Brincava à toa com sua criatura. Não existia mais lamentos. À tarde estava Ele próximo aos coqueiros. Um encontro dos ventos. O som era de paz. E Ele me dizia: "Não vou te deixar, jamais". Me encontrei nEle. Estava perdido Sem nenhuma esperança Sem sentido. Mas o mar trouxe de volta a música daquela tarde. Que um dia...

O Seguir

Vem e aguarda a chegada E seguirá com amor O lindo caminho em luz Custará um tempo de dor Uma espera aprisionada Sentirá o florescer também dos campos Das matas encontrará rumos E o tempo mostrará teu passado Um sobrevoar em tua história Em teus passos tua essência guiará, inglória A chama que ainda arde em teu peito cansado A força que ainda te resta Do caminhar, na verdade, do destino E assim teu arfar será teu tino Absoluto Caminha, aguarda, espera Sem, contudo, te perderes Siga Tua verdade insistirá E se perseveras O seguir terá sentido...

Lugar dos bem-te-vis

É o amanhecer surgindo da escuridão sem luxo, sem ostentação, mas é a beleza de ressurgir e revelar o caminho a seguir É a fonte de águas claras que abundante vai e leva vida, leva paz É a natural trilha da esperança ao ouvir cantigas pelo caminho, cânticos de colibris, a dança das palmeiras, dança e celebra o novo, nova vida, é assim o lugar dos bem-te-vis...

Criança e Deus

Criança, cria um mundo ao redor sem medo de errar, inocente, acerta Vive uma fantasia como se fosse a única verdade possível para se viver melhor O mundo da inocência carregada de alegrias Diz nada e pensa em tudo, quando fala transborda pureza Ao olhar imagina qualquer objeto que possa voar Ou mesmo que flutue e encante o tempo em beleza Quem dera o meu mundo fosse assim! Não brincaria tantas vezes com os meus sentimentos Não jogaria palavras sem sentido, sem rima Cuidaria da consciência e seria honesto em pensamentos Criar seria um dom em mim Que custaria ter Mas o que mais vale em uma criança é a capacidade em ser Ser tão simples Tão amável E pura Então, ser assim é estar mais próximo de Deus... Elionai Dutra Poemas

O Partir

"Eu te peço que sente um pouco e tome mais um café antes de partir. A partida deixa saudades, então deixe-me te olhar mais um pouco. Não tenha pressa talvez você não volte mais e como os ventos que vão e não voltam e são levados sem destinos para lugares desconhecidos, são todos aqueles que partem. Uns partem sem querer, por acaso da vida; outros partem porque querem e precisam; alguns partem porque chegou a hora, mas não importa a circunstância da partida, ela sempre dói ! É um doer sem saber onde, um doer profundo e sem consolo. Então antes que me deixe saudades fique mais um pouco, me deixe te olhar e sentir seu cheiro, me deixe dizer tudo que preciso que saiba, antes que se vá e eu não tenha mais tempo ."    Por: Mayara Soto

Se quisermos...

Certeza é o começo de crer Ter esperança em ser O que outrora sonhava A manhã é tão eterna Se quisermos... O tempo está a mercê dos sonhos Vida, com sonhos Alma em renovos E coragem em ir Trazem paz Um pouco de sol Faz bem E melhor é ver O nascer do sol Recomeçar é uma tarefa para quem ama a Deus A noite é certa Mas não precisa ser duradoura A certeza que ela acabará Nos faz de novo Ter a ousadia De sonhar...

Tempo e Vida

Todo dia, um mundo Nas horas que a vida se vê Sem vida, sem tudo Quase nada para lê Riquezas de um dia Memórias desfalecidas Maldade já é a tradução Lembrava e ria Lembrar é resgatar momentos e vidas esquecidas Pela dor da obstinação Foram-se aqueles dias Como todos os outros Na capela, no cenáculo Canções e doces melodias Pão na mesa e Vinho nos copos E Amor sem desequilíbrio e obstáculo Foi-se Aquele que disse que voltaria E não sei o dia Mas ainda é tempo De arrependimento

Sopro

Mar...de alma sagrada De corpo salgado De cor verde azulada De maré num instante Na estante a contemplar Águas que escondem O Profundo... Eu...de alma maculada De corpo profano Da cor do medo De crise na estante dos réus Na memória eterna de Deus Sopro que traz O Perdão...

Lugar do Meu Mundo

Arruma um pouco de areia Enfeita os morros, da alcateia Plante alguns coqueiros Sem esquecer as águas dos ribeiros Sem esquecer as águas Sem se quer o não lembrar Da visão, das águias O colorir verde das matas Busque oceanos e mares Solte os pássaros Descubra lugares Onde o vento liberta os ácaros Deixe as árvores Que elas nascem E frutificam lares E sem querer vivem Como se todo viver fosse assim Quase esqueço-me de te insistir Viva Antes que o teu mundo imponha Partir

Vida Mosaica

No canto da casa Nozes, cascos e aranhas Voos em vento, joanas e joaninhas Moça, rosa, fogo, água Casa e casal, leito e curral Moça, rosa, fogo, água Na casa do canto No campo da casa Monte, chuva, raio, lua Joana em casa A casa mosaica, instante de cura Vida, crua, pura, nua Moça, rosa, fogo, água Elionai Dutra