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Lacres!

o lacre é símbolo do que é privado, meio óbvio isso, quando você acaba de receber uma carta. alguns lacres que você encontra por aí são falsos, é claro. mas eles servem de alguma forma. servem? sim, digo ser útil, coisa que também buscamos. o lacre já se transformou em símbolo de revolução ideológica da privacidade. basta você comprar qualquer coisa que precisa que seja conservado. você verá que só é segura e confiável a embalagem que estiver com o lacre intacto. aliás ser intacto também é desejo humano. desde os primórdios de sua existência (ou desde o início; como queira. primórdios dá uma ideia mais clara de história, sei lá). posso estar "lacrando" aqui alguma ideia de origem da vida, mas quero que você pense sobre isso. eu sou adepto da ideia de que nós, ao mudarmos nossa natureza, mudamos também a natureza das coisas que estão ao nosso alcance. óbvio que só mudamos o que nos convém; o que de fato nos importa. hoje o que nos importa é sermos intactos. religios...

Abecedário da vida

Por: Elionai Dutra Quando se tem vontade de aprender é outra coisa! Tudo se transforma em possibilidades, o tempo e o espaço se diluem em significados extremos de total consideração e dedicação ao aprendizado. A vontade é a mínima coisa a ser interpretada e a máxima sentença a ser descoberta, por esta razão as crianças que querem aprender são interpretadas de modo estranho pelos que não descobrem essa sentença. Não me refiro aos comportamentos infantis, pois estes são para o cumprimento de uma vontade absoluta do "querer liberdade sem um propósito concreto".  Comecei a lecionar uma disciplina extracurricular (informática) em minha escola. Uma mera observação na quantidade de alunos: um. Esse número representa uma vontade de aprender que vale por mil alunos matriculados. "Não adianta termos uma quantidade grande de espectadores, o importante é fazer valer a pena o espetáculo", dizia um mendigo na Praça Sylvio Romero, em Tatuapé. O que mais me comoveu foi que este ...

Uma matéria a ser Revista

Por Elionai Dutra Muitos que moram em lugares distintos do centro da cidade se esquecem dessa pergunta: “Como é o lugar onde eu vivo?” Outros que estão na “metrópole” não se preocupam com a falta de infra-estrutura em sua cidade. Por quê? O lugar onde eu vivo começou sem nenhum planejamento de cunho social, territorial e administrativo. Os pormenores da “infra-estrutura” atual refletem um passado de perpetração e emancipação social ilegal. Uma dominação territorial bruscamente afoita de homens e mulheres migrantes de localidades rurais do nordeste brasileiro, trazendo em seus pulmões o arfar de um êxodo previamente avistado pela necessidade de melhorar suas vidas e reverem uma esperança de felicidade, nunca antes vivida, mas já então sonhada. Mas esta fantasia se dissolveu em um acúmulo gradativo de problemas sociais – não que os trouxeram, mas que o lugar não era o “bastante” para se viver. Estes, – os problemas com a infra-estrutura da cidade, entre eles: a criminalidade, violênc...