quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Uma nota louca... Só isso!

Não sei se estou enlouquecendo, mas tenho a impressão de que o mundo (digo o geral do que se pensa como mundo) conspira a favor daqueles que não estão "nem aí pra nada". Posso cair no lugar-comum das coisas fáceis de deduzir, como o fato de saber que a corrupção é tão latente quanto um menino que irá roubar alguma bolsa no centro de São Paulo? Sim, eu posso. E estou escrevendo justamente pra falar desta obviedade - louca, anormal -  que é dos que nem sequer se preocupam com o outro que está logo ao lado! Devo dizer que o outro é composto particularmente das mesmas funções que o outro. O outro Eu que circula nas ruas e avenidas de toda esta metrópole - gigante! Pois é, o mundo tão gigante parece mais favorável para as facilidades de quem busca o prazer próprio (não tem nada a ver com felicidade, rapaz!), a casa própria mais fácil de se arrumar, afinal, no Brasil, o que menos temos é uma coisa chamada Burocracia - herdada também pelos europeus, embora aqui tenha feito povoamento e não apenas uma simples "colonização" (claro que estou falando da Burocra ainda). Eu estou louco, só pode. Eu só escrevo pra falar/dizer/desenhar a vocês esta inquieta loucura. Me ajude, Nação!!
 
Até a próxima neura...
 
Elionai Dutra

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Glo(bra)lizado


É um tal de "empurrar com a barriga",
de mentir pra povo ver,
de se escorar na mentira.

Sanguessugas das águas suburbanas,
medrosas e medonhas.
Sugam o pleito, eleito às escondidas.

Relaxo nacional!
O que valerá mais?
A imposição internacional?

Rumores de dívidas
Rumos tomados sem precaução
Nem deliberação.

De um povo heroico
faltou a retumba,
que tomaram de um jeito estoico.

Tomaram o poder
Eleito?
Não, "glo(bra)lizado".

Elionai Dutra
Poemas

quarta-feira, 4 de junho de 2014

(Metrô) Pólis



Dê-me verbos que voam
para minha lida metropolitana
e notas que soam
a cantiga napolitana

Que vencer é abstrato demais
para nervos e coração
Que felicidade é ilusão demais
para se fazer solução

Pois a vida é feita mais de vida
de direitos básicos
que de massa obedecida
pra satisfazer lucros máximos

Sei que é muito pedir poesia
mas do pouco que a alegria
instaurou na criança
acabo por acreditar; haverá esperança?

Elionai Dutra
Poemas

*Imagem: Metrô

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pés de moleque


Um doce de abóbora, por favor!
Para os meninos, para ciganos de esquina.
Guarda-sóis aos que buscam mãos do destino,
é desatino este torpor.

Guarda-chuvas azul-piscina
para tempestade... Para!
Sapatos vermelho-escuros
pois o asfalto já sangra de medo e crueldade
é piso escuro-rubro.

Doces à geração amarga!
Não, não bata com cintos azul-marinho.
Não há cor que aguente tais surras ao menino.

Mulas com cabeça, apenas (ab) surdos!
Não ouvem os pés de esperança ao cruzarem idas.
Dormem vidas, doces, pés de moleque, partidas!
Perdoem homens surdos-mudos.

Elionai Dutra
Poemas

*Imagem: Anjos da rua

sábado, 29 de março de 2014

Dia e Noite

A noite não resiste ao se encontrar com a manhã
Ela, perdidamente apaixonada
Deixa de ser escuridão e torna-se dia.
O dia, por mais belo e reluzente que é
Deixa de ser luz e torna-se escuridão
Assim, dia e noite se encontram e se devoram
Apaixonadamente...

Por: Adriano Alves



*Imagem: Sol e Lua

sábado, 22 de março de 2014

Arte Reside


A arte não me pertence
Pertenço ao próprio apreciar
Próprio que não há
Que em mim apenas adentre

Pois escrever é mais que criar no papel
É revelar o que não está escrito
Lembrar é redesenhar o céu
É dizer a si o que poderia ser dito

Cantar é as notas achar
É procurar as notas que ainda não existem
Dramatizar é mais que encenar
É fazer da cena lugar onde os sonhos residem

Residir é um verbo que o João-de-barro desenhou
Lá em cima, nas árvores
Cantando, uma morada esboçou
Pra acolher seus amores

Elionai Dutra
Poemas

*Imagem: João-de-barro

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O que fez de mim, solidão?

Um coração solitário
sem ao menos enxergar a triste estrada no anoitecer

Nunca encontra outro destino
Será sua sina, ter uma companheira de viagem,
amada solidão?

Ironia da vida
Pobre coração que se tornou prisioneiro de ti
minha amada solidão

Fiz votos de matrimônio para nunca lhe trair,
nem ao menos sonhar com a tal felicidade

E contigo, solidão
te mostrarei eterna omissão

O que trago no coração é o penar das eternas lembranças
Pobre, que vive na prisão

Por tanto se entregar aos pedidos do amor
acabou nos braços alheios e frios da dor
quem sabe muito bem estar só

 Por: Jessica Alonso

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Alma

O que é a alma?
É o risco da certeza frente as incertezas
E, na verdade, nem tem definição
Uso o verbo para descrever o que sinto
pela emoção.

É como água e ar
Que não precisam de explicação para provar
Deixam-se naturalmente como a lua
É simplesmente mistério que flutua

Só posso dizer o que parece
porque carece mesmo de atenção
Vai de um sorriso alegre
à uma dor profunda no coração...!

Elionai Dutra
Poemas

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ser

Engraçado!
Descobri que nome não tem significado
É sujeito (in)determinado
Do presente que busca o passado

O ser em si não se limita ao nome
Na verdade descreve pronome
Pra mensurar tal forma
Que ao se perceber, transforma

Forma que está além das molduras
É essência das fulguras
Fulguras das esperanças

Que faz um ser então nas lembranças?
Pode ser tom e pó
Com sentimentos tão frágeis
que chega a dar dó.

Elionai Dutra
Poemas

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desejos de vida eterna

Que a prosa compartilhe
a essência do pão que alimenta
o pedinte.

E que o amor esteja na poesia
quando o olhar for o bastante
e o cuidado, constante.

Que as palavras abram espaços
e nos intervalos acolham a vida
seguindo os passos.
Passos de quem morre
para que haja vida.

E eu cantarei com meu amor
dizendo que viver pode sim
revelar tanto amor sem pensar
no fim.

Elionai Dutra
Poemas